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Como está Feio o Mundo...




Olá Bunnies...

Estamos a chegar a uma época de alegria e felicidade, caridade e amor, mas eu sabia que este ano o espírito destes dias não me ia contagiar da mesma forma.
Sabia, por vários motivos, por várias situações, umas mais distantes, outras mais presentes, que, ao contrário de todos os anos da minha vida até agora, este ano ia ser diferente. E é diferente!
Mais triste, menos colorido, menos entusiasmaste, e ultimamente sentia uma vontade de escrever, de colocar em palavras o que estava a sentir, mas ao mesmo tempo não conseguia identificar exactamente o que eram esses sentimentos.  Hoje finalmente percebi... percebi enquanto vi em simultâneo um documentário sobre a guerra de drogas em Chicago e um filme romântico passado noutros tempos, e percebi o quanto me apetecia ver aquele filme e esquecer a realidade, o quanto me queria rodear de coisas bonitas.
Percebi que o que me tem incomodado tanto nos últimos tempos, nos tempos passados e presentes e muito nesta época de festividades, é a feiura do nosso mundo. Hoje, um dia comum, percebi como o nosso mundo se tornou um lugar feio.
Não utilizo a palavra feio com um significado estético. Não. Todos nós sabemos como o nosso mundo pode ser enganador com olhamos para a superfície.  Refiro-me ao aspecto interno do nosso mundo, aquilo que lhe dá alma, às pessoas, às sociedades, e há tanto para dizer que dava para escrever um livro sobre isso.
O nosso mundo está feio porque já não há escrúpulos, vivemos numa sociedade sem valores, sem moral.
Todos os dias vejo à minha volta pessoas a serem tratadas como lixo pelos seus patrões, como se fossem apenas um objecto dispensável e inútil.
Vejo jovens a responder ansiosamente a anúncios, primando na apresentação dos seus curriculums para depois estes serem literalmente deitados ao lixo, páginas sem valor, que reflectem a vida e carreira de que eles se orgulham tanto.
Vejo a dor e vergonha que estas pessoas carregam no olhar.
Vejo as esperanças dos que lhes querem bem, dos que sempre fizeram tudo por eles, a serem despedaçadas sem nunca ninguém sem preocupar em apanhar os pedaços e reconstruir o que foi desfeito.
Vejo pessoas fúteis, pessoas que vivem da imagem, pessoas que julgam pela aparência sem nunca tentarem conhecer mais. Vejo pessoas que usam outras para desejos mundanos, como se um ser humano fosse, uma vez mais, um objecto descartável, apenas útil para uma função. Vejo pessoas que já não querem manter uma conversa, pessoas que não nos querem realmente conhecer. Vejo pessoas que são interesseiras, egoístas, hipócritas, que vivem de uma concha que construíram à sua volta. Quem são estas pessoas realmente?
Vejo pessoas que idolatram um vício, que enganam, que mentem, que atraiçoam aqueles que sempre lhes deram a mão por um momento, e que momento fugaz esse, de êxtase.
Vejo pessoas que não olham além do seu umbigo, que não se interessam pelo próximo, que o medo de ficarem sem o que já têm em tão grande quantidade lhes tolhe o pensamento. Pessoas que desejam morte e guerra a quem não conhece, a quem é, como eles, uma pessoa. Ou serão os últimos, afinal, mais pessoas que os primeiros?
Vejo amigos que se invejam, que desejam o mal para quem lhes é próximo, mesmo que isso não signifique o seu sucesso.
Vejo almas gémeas separadas para sempre por pequenos conflitos que nunca serão resolvidos apenas porque é "chato" e "aborrecido" conversar, então evita-se esse "incómodo" e segue-se em frente, sem uma justificação, sem um adeus.
Vejo pessoas que pela sua própria comodidade, não se importam de destruir os sonhos e os planos de vida de outras, os mesmos sonhos que elas desdenharam, os mesmos sonhos que elas sorrateiramente raptaram para elas.
E por fim, vejo pessoas que sofrem por todos os actos destas outras pessoas. Pessoas que não dormem à noite. Pessoas que esperam o que não vem. Pessoas que choram às escondidas. Pessoas sem brilho no olhar. Pessoas que tudo o que queriam era o que lhes foi prometido desde sempre - viver em comunidade com outros seres humanos com H grande.

É isto que torna o nosso mundo um lugar feio, cinzento, sem sentimentos. Construído à volta de interesses e de imagens. Onde o verdadeiro ser de cada um se esconde cada vez mais dentro deles próprios porque, no fundo, em que pessoas podemos confiar?

XoXo
Melody 

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At Night, I Visit My Demons




At night I visit my Demons...
I visit my Demons at night,
I visit them to make sure they are still there,
I visit them to make sure they didn't move,
I visit them to make sure they didn't come closer,
I visit them to get used to them...
I want to get used to them so they aren't evil anymore,
I want to get used to them so they become neutral,
I want to get used to them so they don't hurt me anymore.
My Demons never leave.
My Demons will always have a place in my heart,
Because my Demons have taken a piece of my soul.
My Demons aren't super natural.
My Demons are written with a capital D,
Because my Demons are people.
People of this land.
People of these world.
People with feelings.
People with lives.
People with Demons.
People like me.
At night I visit my Demons so they don't take the rest of my soul away.
At night I visit my Demons so I don't become one of them.


Melody Moon

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