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E Porque Hoje é o Último Dia do Ano...





Olá Bunnies!

E porque hoje é o último dia do ano....sabia que tinha que escrever algo. Acho que faz parte. São os ciclos da nossa vida, contados por anos...

E pensei muito sobre o que escrever... demais até.
Sabem é que, 2015 não foi um bom ano para mim...tal como os dois anos anteriores...
Perdi pessoas, sonhos, esperança....
Então, farta, achei que neste final de ano ia escrever algo negativo, algo que demonstra-se o quão em baixo me sentia...

Depois veio o dia de hoje...
Um dia em que, curiosamente, estive rodeada de família, amigos, clientes, etc...
E foi aí que percebi que não queria escrever sobre as coisas más...
Percebi que queria escrever sobre as pessoas da minha vida...

Tive dias maus sim, muito maus, mas sempre tive um ombro onde chorar, um sorriso, uma gargalhada, um elogio, uma palavra bondosa e isso, no final desta temporada, é o mais importante...é aquilo porque me sinto grata!

Quero agradecer em primeiro lugar aos meus pais...
Nunca, em mil vidas diferentes, poderia ter desejado uns melhores pais.
Os meus pais são um exemplo, não só de pais, mas de seres humanos!
Bondosos e altruístas, pensam no próximo antes de pensarem neles próprios....gostava de ser um terço do que eles são e dar um terço do que eles dão ao mundo.
Eles nunca me viraram as costas, nem nos momentos mais difíceis e desesperantes, nem quando eles sofriam para ver os meus sonhos realizados...
Os meus pais sempre acreditaram em mim. Acreditaram em mim pelo que eu sou realmente, não pela minha aparência, não pelas minhas habilidades, mas pelo que eu sou, nos bons e maus dias.
Tudo o que sou hoje devo a eles, e é a eles que devo o meu maior agradecimento, por serem o meu pilar nos momentos mais difíceis e a minha alegria nos dias felizes.

Depois quero agradecer à minha família.
Com eles discuto e rio em igual medida.
Mas não importa onde esteja ou o que tenha passado, eu sei que quando chegar a casa eles estão sempre lá, tão iguais a si mesmos.

Em terceiro, quero agradecer aos meus amigos.
Tenho poucos, muito poucos mesmo, muita gente diria que perdi muitos amigos ao longo dos anos. No entanto, os verdadeiros amigos nunca se perdem.
Os meus amigos são seres especiais. Eles também não esperam mais de mim do que aquilo que eu sou.
São eles que me dão o sorriso, a palavra amiga e são eles que me ouvem quando preciso.
São eles que me fazem sentir especial e única, mesmo nos dias mais negros, são eles que me fazem rir.
São eles que me "obrigam"  a sair, a dizer piadas, a ser eu mesma.
Sem vocês a minha vida nunca seria tão colorida e cheia de brilho.

Depois quero agradecer aos meus clientes.
Muitos de vocês não sabem, mas é uma verdadeira benção poder fazer o que mais amo e ainda vos ver sorrir no final.

Quero agradecer ainda aos meus colegas bloggers.
Aos que já conhecia, aos que fiquei a conhecer, muito obrigada por tornarem esta jornada divertida e por me fazerem sentir parte de uma grande família.

Por último, mas não menos importante, quero agradecer aos meus Bunnies.
Não conheço a maior parte de vocês, mas o vosso carinho, o vosso apoio, as vossas palavras significam o mundo para mim.
São vocês que me fazem amar ser blogger, partilhar os meus looks, as minhas tolices e partilhar também um pouco de mim.


A todas estas pessoas, muito obrigada por tornarem 2015 um excelente ano!
É por vocês e a vocês que desejo um 2016 fantástico, cheio de alegria, amor, felicidade e paz. 

Obrigada por fazerem parte da minha vida e que venha 2016!!! 

XoXo
Melody

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Ainda te é permitido sonhar?





Ainda te é permitido sonhar, ó criança cujos sonhos foram destruídos na tua frente?

Ainda acreditas num amanhã melhor, onde tudo se compõe e volta à forma que sempre deveria ter tido?

Ainda olhas para cada amanhecer como uma nova chance de reconstruir tudo? Ou os escombros da tua vida são em demasia para os conseguires erguer?

Ainda acreditas nas pessoas? Nessas pessoas, cujas faces reconheces, mas o coração nada te diz.. Que coração? Será que elas o possuem?

Ainda acreditas na bondade? A bondade despojada de interesse, a bondade feita para ti e a ti...Que bondade? A bondade que se desfaz nas tuas mãos como cinza...

Ainda esperas por ele? De olhos postos no lago que um dia foi vosso e que hoje está vazio...em que hoje lhe faltas tu...

Ainda acreditas no amor? Esse sentimento que te moveu, esse sentimento que te fez acreditar num amanhã melhor, esse sentimento que te destruiu...Ainda acreditas num amor que faça parar o tempo? Num amor que alicerce a tua vida?

Criança, de olhos tristes, ainda te é permitido sonhar? Ou sonhar é o teu único escape de um mundo em que já não te é permitido viver?...


XoXo
M.
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Como está Feio o Mundo...




Olá Bunnies...

Estamos a chegar a uma época de alegria e felicidade, caridade e amor, mas eu sabia que este ano o espírito destes dias não me ia contagiar da mesma forma.
Sabia, por vários motivos, por várias situações, umas mais distantes, outras mais presentes, que, ao contrário de todos os anos da minha vida até agora, este ano ia ser diferente. E é diferente!
Mais triste, menos colorido, menos entusiasmaste, e ultimamente sentia uma vontade de escrever, de colocar em palavras o que estava a sentir, mas ao mesmo tempo não conseguia identificar exactamente o que eram esses sentimentos.  Hoje finalmente percebi... percebi enquanto vi em simultâneo um documentário sobre a guerra de drogas em Chicago e um filme romântico passado noutros tempos, e percebi o quanto me apetecia ver aquele filme e esquecer a realidade, o quanto me queria rodear de coisas bonitas.
Percebi que o que me tem incomodado tanto nos últimos tempos, nos tempos passados e presentes e muito nesta época de festividades, é a feiura do nosso mundo. Hoje, um dia comum, percebi como o nosso mundo se tornou um lugar feio.
Não utilizo a palavra feio com um significado estético. Não. Todos nós sabemos como o nosso mundo pode ser enganador com olhamos para a superfície.  Refiro-me ao aspecto interno do nosso mundo, aquilo que lhe dá alma, às pessoas, às sociedades, e há tanto para dizer que dava para escrever um livro sobre isso.
O nosso mundo está feio porque já não há escrúpulos, vivemos numa sociedade sem valores, sem moral.
Todos os dias vejo à minha volta pessoas a serem tratadas como lixo pelos seus patrões, como se fossem apenas um objecto dispensável e inútil.
Vejo jovens a responder ansiosamente a anúncios, primando na apresentação dos seus curriculums para depois estes serem literalmente deitados ao lixo, páginas sem valor, que reflectem a vida e carreira de que eles se orgulham tanto.
Vejo a dor e vergonha que estas pessoas carregam no olhar.
Vejo as esperanças dos que lhes querem bem, dos que sempre fizeram tudo por eles, a serem despedaçadas sem nunca ninguém sem preocupar em apanhar os pedaços e reconstruir o que foi desfeito.
Vejo pessoas fúteis, pessoas que vivem da imagem, pessoas que julgam pela aparência sem nunca tentarem conhecer mais. Vejo pessoas que usam outras para desejos mundanos, como se um ser humano fosse, uma vez mais, um objecto descartável, apenas útil para uma função. Vejo pessoas que já não querem manter uma conversa, pessoas que não nos querem realmente conhecer. Vejo pessoas que são interesseiras, egoístas, hipócritas, que vivem de uma concha que construíram à sua volta. Quem são estas pessoas realmente?
Vejo pessoas que idolatram um vício, que enganam, que mentem, que atraiçoam aqueles que sempre lhes deram a mão por um momento, e que momento fugaz esse, de êxtase.
Vejo pessoas que não olham além do seu umbigo, que não se interessam pelo próximo, que o medo de ficarem sem o que já têm em tão grande quantidade lhes tolhe o pensamento. Pessoas que desejam morte e guerra a quem não conhece, a quem é, como eles, uma pessoa. Ou serão os últimos, afinal, mais pessoas que os primeiros?
Vejo amigos que se invejam, que desejam o mal para quem lhes é próximo, mesmo que isso não signifique o seu sucesso.
Vejo almas gémeas separadas para sempre por pequenos conflitos que nunca serão resolvidos apenas porque é "chato" e "aborrecido" conversar, então evita-se esse "incómodo" e segue-se em frente, sem uma justificação, sem um adeus.
Vejo pessoas que pela sua própria comodidade, não se importam de destruir os sonhos e os planos de vida de outras, os mesmos sonhos que elas desdenharam, os mesmos sonhos que elas sorrateiramente raptaram para elas.
E por fim, vejo pessoas que sofrem por todos os actos destas outras pessoas. Pessoas que não dormem à noite. Pessoas que esperam o que não vem. Pessoas que choram às escondidas. Pessoas sem brilho no olhar. Pessoas que tudo o que queriam era o que lhes foi prometido desde sempre - viver em comunidade com outros seres humanos com H grande.

É isto que torna o nosso mundo um lugar feio, cinzento, sem sentimentos. Construído à volta de interesses e de imagens. Onde o verdadeiro ser de cada um se esconde cada vez mais dentro deles próprios porque, no fundo, em que pessoas podemos confiar?

XoXo
Melody 

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The Day YOU Became Ordinary To Me


Olá Bunnies...

You, I'm writing this for you and you only.
It's the last time I'll write about you, writing is part of my soul and you no longer belong there.
Writing is still one of my passions, one of my dreams, one that you didn't have the chance to steal.

You...
You were like a God made creature to me.
Perfect in every little imperfection.
You were funny, without trying hard.
You would laugh at every strange joke I made.
You were weird in your own special way...quirky...smart...goofy...amazing.................................
I was fascinated by you.

Until the day I failed you, and even after that, you were there for me... anytime...all the time... you were my world.

I protected you.
I defended you.
I supported you.
I believed in you.
I trusted you.
I loved you...

You. Failed. Me.
You. Did. It. On. Purpose.
You. Did. It. For. Revenge.
You. Destroyed. One. Of. My. Biggest. Dreams.

You. Knew. It.

For years I told you how big that dream was to me.
For years I felt bad for letting you down.
For years I fought for your forgiveness.
For years I fought for our friendship.
For years I fought for our love.

You dared to let me believe that everything was going to be ok.
You dared to build new dreams on my head.
You  dared to make me want those new dreams.
You dared to convince me to put my dream on your hands.

You destroyed it all.

You became mean.

You became a liar.

You became a traitor.

You became evil.

You were no longer that special creature full o light and joy that I trusted and loved so deeply.
You became like the others...

You became ordinary to me.


XoXo
Melody 
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Pause



Olá Bunnies...

Já vos queria escrever este post há bastante tempo, mas ainda não tinha bem a certeza se era o que queria fazer.
Eu vou fazer uma pausa no blog, pode ser uma pausa de dias, de meses, sei lá, o tempo que me apetecer ... até posso ir postando ocasionalmente ou diariamente (conforme me sentir nesse dia), mas a verdade é que sei que o ritmo do blog vai abrandar.

Esta pausa nada tem a ver com o blog, mas sim com a minha vida privada.
Nos últimos meses a minha vida tem sido uma montanha russa com muita coisa a acontecer e cheguei a um ponto em que me sinto um pouco sem controlo sobre ela, e a verdade é que não gosto disso.
Perdi controlo sobre o ambiente que me rodeia, sobre as pessoas com quem me dou e sobre mim própria.
A verdade é que houve muitos fatores a contribuírem para isto, fatores que já vinham de há muito tempo e outros mais recentes,
Sinto que me tenho vindo a perder como pessoa e como tal quero encontrar-me de novo (cliché né?)

Sem querer entrar em pormenores sobre a minha vida, mas tenho 26 anos, uma idade em que deveria estar cheia de jovialidade e objectivos, e a verdade é que isso não acontece.
Dependi demasiado de outras pessoas para moldar a minha vida e acabei por perder mais do que ganhei. Tinha alguns sonhos a nível pessoal e profissional, mas infelizmente esses sonhos acabaram por não se concretizar, eu tentei, mas simplesmente  as coisas não aconteceram como queria. Então preciso de parar. Parar mesmo. E tentar perceber como viver sem esses sonhos, quem sabe até criar sonhos novos, ou apenas viver no presente sem criar qualquer expectativa.

Quero entrar numa fase detox na minha vida, vou afastar-me (cortar mesmo) com pessoas que considero tóxicas para mim, vou mudar os meus hábitos alimentares (o que já tenho vindo a fazer aos poucos) e vou mudar os meus hábitos de actividade física. Cheguei a uma fase em que quero cuidar de mim, tornar-me na melhor pessoa que conseguir ser e para isso preciso de me desligar um pouco para me poder concentrar nestes novos objectivos.

Espero que vocês compreendam, não vai ser uma ausência total, pode até haver semanas que poste todos os dias, mas caso isso não aconteça quero que saibam o motivo.
Estou sempre deste lado para ir falando com vocês e o meu atelier continua aberto para quem quiser marcar uma maquilhagem.

Quero que saibam que tenho um carinho enorme por vocês, apesar de não conhecer a maioria, mas são aquelas pessoas que me dão sempre um sorriso todos os dias e por isso quero agradecer-vos do fundo do coração.

Obrigada meus Bunnies fofinhos <3

XoXo 
Melody 
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At Night, I Visit My Demons




At night I visit my Demons...
I visit my Demons at night,
I visit them to make sure they are still there,
I visit them to make sure they didn't move,
I visit them to make sure they didn't come closer,
I visit them to get used to them...
I want to get used to them so they aren't evil anymore,
I want to get used to them so they become neutral,
I want to get used to them so they don't hurt me anymore.
My Demons never leave.
My Demons will always have a place in my heart,
Because my Demons have taken a piece of my soul.
My Demons aren't super natural.
My Demons are written with a capital D,
Because my Demons are people.
People of this land.
People of these world.
People with feelings.
People with lives.
People with Demons.
People like me.
At night I visit my Demons so they don't take the rest of my soul away.
At night I visit my Demons so I don't become one of them.


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E Depois Chegou um Tempo...

foto: Marko Popadic


Olá Bunnies...

....e depois chegou um tempo em que as pessoas me encheram as medidas, mas no mau sentido, quando as medidas estão cheias e já não dá para aceitar mais maldade, egoísmo, má educação, arrogância.......................
Chegou um tempo em que pessoas já não eram humanas, em que sorrisos já não eram tão límpidos, em que promessas eram vazias e em que boas intenções afinal não eram tão boas.
Chegou um tempo em que se comprovou que todo o ser humano é egoísta à sua forma, com as suas pequenas vitórias, em que atropelar outros seres humanos deixou de ser condenado e sim ambicionado...
Chegou um tempo em que até a mais pia das almas é corruptível, em que a confiança passou a ser irregular, apenas assegurada a quem oferecer mais....chegou um tempo em que olhar por cima do ombro passou a ser um gesto obrigatório para se circular pelas estradas do nosso destino...
Chegou um tempo em que amizades não se formavam apenas porque duas pessoas gostavam da companhia uma da outra, mas sim porque algures no fundo de uma dessas pessoas existia algo que queria da outra, algo que não era material, algo como o seu tempo, a sua paciência, a sua capacidade para escutar, a sua bondade...algo que não iriam retribuir, que nunca consideraram sequer ser possível de retribuir...
Chegou um tempo em que as promessas de amor, os toques, os olhares, os beijos, os planos, tornaram-se apenas coisas convenientes, algo que só quando dava jeito poderia existir, algo que deixou de ser sentido, algo que passou a ser calculado...chegou um tempo em que o "para o bem e para o mal" apenas poderia funcionar se a outra pessoa estivesse apenas bem, em que o para o mal passou a ser desconfortável, absurdo e até mesmo chato...em que não havia problema deixar a outra pessoa nos seus piores momentos se isso lhes garantisse uma vida sem aborrecimentos...
 E então chegou um tempo em que o mundo era um lugar vazio, sem cor, sem sorrisos, sem alegrias, sem sonhos, em que qualquer tentativa para alcançar os tempos que foram era friamente destruídas, em que o futuro se tornou cinzento, incerto e assustador....
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Ode aos Verdadeiros Bloggers - Reportagem Sic + TAG Bota Cá Pra Fora




Olá Bunnies,

Ok, confesso que vi a anunciarem a reportagem da Sic sobre bloggers, mas nem me dei ao trabalho de ver por já saber que ia sair a "bosta", ah não afinal é sem aspas é bosta mesmo, que saiu.
Podem ver a reportagem aqui.

Ora bem, vamos por partes.
O título da reportagem é "Ganhar Dinheiro com os Blogs" e só com este título eles já deixaram de parte 90% da blogosfera portuguesa, porque na realidade quantos bloggers portugueses que vocês conhecem ganham de facto dinheiro com os seus blogs?

Toda a blogosfera se revolucionou ao ver esta reportagem (que eu fui ver depois) porque apresenta três "bloggers", sendo dois deles figuras públicas portuguesas.
Eu pergunto, estão assim tão espantados com isso? Já pararam para olhar à vossa volta e ver como funciona o nosso país?
A verdade é que a reportagem é sobre o negócio que é ter um blog, não sobre o amor e a paixão de blogar. E negócio = dinheiro, e o dinheiro nos blogs aparece com visualizações, mediatismo, etc.

Ora, se eu acho bem que a Vanessa Martins tenha toda uma equipa a trabalhar para ela, que não ponha nem uma unha "manicurada" dela no blog dela e ainda assim tenha 200 e tal mil visualizações mensais e ganhe muitos ordenados mínimos à custa disso? Não, não acho.
Se eu entendo porquê? Sim entendo.
Se eu acho que eu e centenas de outras bloggers mereciam essas visualizações e esse dinheiro pelo esforço dedicado a cada post, pelo tempo a planear, fotografar, filmar, editar, etc etc ? Sim, acho.
Se eu realmente penso que isso algum dia vá acontecer e o esforço e amor e dedicação venham a ser reconhecidos e recompensados? Não.

Vivemos numa era do capitalismo, tudo o que der dinheiro é o que vai ser valorizado, e é sempre o que vai receber mais atenção do público, porque é uma bola de neve. Figuras públicas = Mais visualizações = Mais patrocinadores = Mais mediatismo = Mais dinheiro = Mais recursos para investir no blog...e por aí fora.
Esta é a realidade. Se a torna mais ou menos correcta? Não, mas não nos cabe a nós decidir isso, porque se não tenho a certeza que muitos dos blogs que acompanho estariam nos tops dos tops se o que realmente compensasse fosse o esforço e dedicação, mas infelizmente não é, e a prova está à vista - A Vanessa Martins cobra no mínimo 500€ por post, a Ana Gomes 200€  e o Cláudio Ramos podia ter um carro, enquanto eu nem um patrocínio de uma loja dos 300 tenho. Dedicação e amor garanto-vos que não me falta, faltam-me é outros factores.
Ter aparecido num reality show ou então ter estado sempre perto das pessoas certas como A Melhor Amiga da Barbie diz e muito bem. Sim porque desengane-se quem pensa que o factor C não funciona no mundo dos blogs.

Ui que post amargo, mas pronto isto é a realidade. Uma realidade. Sabem a outra realidade? A que nos toca a nós, bloggers semi anónimas? É a realidade de realmente termos algo nosso, feito por nós, algo a que nos dedicamos, algo que amamos de certa forma, e mesmo que não seja reconhecido, mesmo que sejam só os nossos pais a virem visitar o blog, eu sei quando me for deitar que todas as críticas positivas que recebo, mesmo podendo ser poucas, são resultado do MEU trabalho e apenas do MEU trabalho. E isso deixa-me feliz. O importante é sabermos sempre o valor que temos, porque no fundo é aquele velho clichê - Se nós não acreditar-mos em nós, quem vai acreditar? (com certeza não vai ser a Frederica, porque ela não se interessa por blogs portugueses...e será que isso me importa assim tanto? Hum...nop! Afinal ela é que arcou com as consequências do mediatismo dela, se ela fosse assim pequenina como eu podia dizer o que queria como por exemplo "bosta" sem aspas porque a maior parte das pessoas nem ia ler, e isso dá-me uma sensação de liberdade incrível.)

Portanto meus caros VERDADEIROS BLOGGERS que podem não ganhar dinheiro, mas dão tudo o que podem pelo vosso cantinho, vocês são o que forma a nossa blogosfera e ao menos vocês têm verdadeiros leitores e não apenas "cliques" como o Cláudio Ramos referiu.

Também, e já agora fazendo publicidade ao meu próprio cantinho, fiz há pouco um vídeo onde falo mais sobre a blogosfera, é uma TAG chamada "Deita Cá pra Fora" e fui nomeada pela Joana do Be Cruelty Free.
Se vocês aceitarem responder ia gostar muito de saber as vossas respostas, e este é um joguinho só nosso no qual a Vanessa não pode entrar, porque afinal ela não sabe o que é ser blogger.




XoXo
Melody
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Testemunho de uma Jovem Portuguesa





Olá Bunnies.... 

Pensei durante muito tempo sobre escrever este post. Pensei em filmar, escrever num diário, ou apenas guardar as coisas para mim...ao fim de muitos meses (talvez anos se considerarmos o caso completo) decidi escrever aqui para vocês que me acompanham.

Durante muito tempo tive também medo de escrever sobre o assunto, medo de represálias, medo de ser mal interpretada, mas o que me levou a escrever finalmente o que sinto é saber que desse lado existem pessoas que passam por situações idênticas, às vezes piores, e que não têm quem lhes dê voz.

Quem já segue o meu blog há algum tempo sabe que durante algum tempo fiz uma série de vídeos intitulada "Diários de uma Desempregada" que podem ver aqui.
Essa série foi provavelmente a série com maior feedback do canal e muitas pessoas se perguntaram porque parou de súbito.

Parou por um simples motivo - eu arranjei um emprego.

Um dos famosos estágios profissionais, tão em voga hoje em dia.
Na minha altura as condições eram simples, um contrato de 12 meses, com 22 dias de dispensas (dias não pagos que seriam depois compensados à empresa no final do estágio), e um cargo que envolvia gerir redes sociais, criar campanhas de marketing e apresentar os produtos da empresa a uma carteira de clientes já existente.
No início foi um sonho de trabalho, adorava tudo o que fazia, o local onde trabalhava e finalmente podia pôr em prática o que tinha aprendido.

Infelizmente o sonho não durou muito...
Não demorou a aperceber-me do descontentamento dos meus poucos colegas com a pessoa à frente da empresa, e à medida que me fui envolvendo mais no processo de divulgação da mesma várias lacunas foram sendo encontradas, clientes que não existiam, produtos que nunca tinha sido terminados, e a constante pergunta de onde vinha a facturação dessa empresa.

Com o tempo também o carácter abusivo do meu chefe se foi mostrando, obrigando-nos a ficar mais meia hora a trabalhar (sem receber) por fazer-mos intervalos de 10 minutos (muitas vezes necessários uma vez que a empresa não dispunha sequer de água fresca para bebermos no verão).
Não havia sabonete na casa de banho, toalhas, nem mesmo papel higiénico - itens que a entidade patronal exigia que fossem os funcionários a comprar.

As minha tarefas direccionadas ao marketing foram também bruscamente reduzidas a nada e o meu objectivo passou a ser angariar clientes para usufruírem de produtos que não existiam.
Foram também postos diversos obstáculos à utilização dos meus dias de dispensa, facto que foi compactuado com a entidade que tratava do meu estágio no centro de emprego.

Tudo isto levou a meses de extremo desgaste emocional, começando por ter medo e depois fartando-me enfrentando a entidade patronal com as provas da sua própria empresa.

Faltavam 4 meses para o meu estágio acabar quando fui abruptamente despedida por um intitulado "gestor de conta" da empresa sendo que o meu chefe não proferiu uma única palavra.
Foi quase um ano de sofrimento em conjunto com os meus colegas que eu via serem humilhados um a um.
No dia em que fui despedida apresentaram-me um documento que afirmaram ter que assinar nesse dia. Esse foi o meu erro. Não percebi (com o stress da "emboscada") que o documento afirmava que eu não me tinha adaptado às funções da empresa.
Meses depois (sem qualquer contacto do centro de emprego) percebi que me tinham excluído do programa de estágios porque a culpa teria sido minha, tudo pelo documento assinado, culpa que assumo.

Todo este caso tem muitos mais contornos, muitos mais detalhes que dariam para escrever um livro, mas isso iria desviar-me do propósito deste post.

Após ter sido despedida, sem direito ao fundo de desemprego (que conseguiria caso trabalhasse o ano inteiro), voltei ao desemprego, mas voltei mudada.

A revolta foi um dos sentimentos mais predominantes em mim.
Simplesmente não conseguia aceitar como uma pessoa poderia assim arruinar a vida profissional de uma jovem por puro prazer. Não aprendi nada no meu estágio, apenas me levou a problemas de depressão e ansiedade e no fim fui dada como culpada.

Hoje, como alguns sabem, planeio sair do país.
E já não consigo considerar sequer um futuro aqui.
Todos os anúncios que vejo, todos "chefes" que falam na tv, todos os relatos de abusos nos locais de trabalho me causam nauseas.

Seria óptimo dizer que é uma coisa que apenas pomos para trás das costas, que nunca mais nos volta a incomodar a partir do momento que saímos da empresa, mas não é.
Para mim ainda é difícil pensar em voltar a trabalhar num escritório, pensando em todas as horas tortuosas que passei lá.

Depois vem o tal sentimento de revolta. Revolta com o mundo e revolta comigo.
Porque fiquei? Porque não saí a meio poupando-me meses de abuso psicológico?
Bem  a resposta é simples....porque vivemos num país onde estamos habituados a baixar a cabeça perante quem manda.
Quando apareceram os sinais dos primeiros abusos e em conversa com várias pessoas a resposta era quase sempre a mesma "ele é o chefe, ele é que manda".

Hoje posso dizer-vos que isso não pode estar mais longe da verdade. Ninguém manda ou tem poder ao ponto de arruinar a vossa saúde e auto-confiança e nenhum dinheiro no mundo vale isso também.
Gostava que não existissem mais situações assim, mas infelizmente existem, e muitas pessoas, na sua boa fé, continuam a baixar a cabeça como eu fiz, aguentando, sofrendo em silêncio. Não julgo nenhuma delas.

No entanto, resolvi escrever este post para falar do impacto que tanto os abusos laborais e o desemprego a longo prazo podem ter na vida de uma pessoa.

No meu caso, sinto que perdi a esperança em muitas pessoas, deixei de confiar em quem nos promete ajuda, deixei de sentir vontade de ir a entrevistas aqui, fiquei com um medo real de passar pela mesma situação.

Ao mesmo tempo, passo pelo estigma de ver a minha vida estagnada, sem ter nada palpável a que me agarrar.
Não posso fazer planos de vida pessoal, não posso marcar férias com os amigos, não posso pagar aos meus pais tudo o que eles sempre me deram. Esse é um dos meus maiores sofrimentos, saber que desiludo os meus pais, o medo constante de encontrar um emprego novo e algo de mau acontecer, saber que eles desejam o melhor para mim e no entanto o melhor para mim pode ter que ser deixar-los aqui e viajar para outro país.
Simplesmente, o sentimento mais comum, é sentir que estou parada a ver a vida de toda a gente a desenrolar-se enquanto a minha fica parada, não conseguir construir nada, parecer que estou sempre a montar castelos de areia, sentir-me inútil.

Eu tento por tudo nunca perder a esperança de algo melhor, mas nem sempre é fácil. Há dias que deixo de ver a beleza nas pessoas e nas coisas que antes me apaixonavam.

Muita gente, geralmente quem nunca passou por uma situação idêntica, acha que é algo fácil de se lidar, mas não é, para mim pelo menos não é. É a pressão diária constante de tentar mudar as coisas e ao mesmo tempo ser assombrada por pensamentos de que não vai resultar.

É exaustivo. Há dias que não consigo ouvir a palavra emprego. Há dias que me pergunto se algum dia terei algum. O que me acontecerá se nunca conseguir. O que os meus pais pensarão de mim. O que eu pensarei de mim...

No fundo este post é um desabafo, porque existem dias que são difíceis, nem tudo é brilho e glamour, e acho importante partilhar isto com vocês, porque me faz bem e porque pode fazer bem a outras pessoas.
Existem pessoas más no mundo, pessoas capazes de nos deitar abaixo, mas também existem pessoas maravilhosas, com um coração enorme, e são essas que me fazem continuar todos os dias. A todas elas um muito obrigada.

XoXo
Melody
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Quem não gostar de gatos pode sair deste blog...



Olá Bunnies...

Hoje o post é um desabafo.
Há pessoas (muitas até) que afirmam odiar gatos. É raríssimo ouvir alguém dizer que não gosta de cães, já os gatos parecem os vilões do reino animal.

A regra que gere a sociedade no geral é a seguinte quem gosta de gatos gosta de cães, mas quem gosta de cães muitas vezes não gosta de gatos.
"Ah e tal porque os gatos são maus e arranham" "Eles não fazem truques" "Eles não são de confiança nem fieis aos donos" "Ai eles são vingativos" BLA BLA BLA

Pois deixem que vos diga que eu como dona de gatos desde que nasci, e já tive acima de 20 gatos diferentes, isso é TUDO UMA GRANDE TRETA!!!!
Quem pensa assim não é um verdadeiro amante de animais, porque se assim fosse sabia que seja um gato, um cão, um crocodilo - nenhum animal tem maldade em si. Nós somos o único ser que mata por prazer, que trai, que se vinga. Quem diz isso devia olhar para si próprio e ter vergonha do que diz.

Toda a vida tive gatos que foram os mais fieis e carinhosos companheiros, nunca nenhum me atacou, nunca nenhum se "vingou" de mim (o que eu acho uma ideia absurda que só podia ser concebida por seres humanos).

A gata que me resta é a Nucha (quem segue o Facebook e o Youtube já a conhece e ela tem a sua própria página aqui). Ela é resmungona, teimosa, amuada, e tem sempre aquela cara de poucos amigos, mas NUNCA houve um único dia em que eu me sentisse triste e ela não viesse para o meu colo dar-me mimo, enroscar-se contra a minha cabeça. Não os gatos não estão conosco apenas porque lhes damos de comer, eles estão conosco porque realmente nos amam, com o amor mais puro que pode existir.

Hoje tive um dos dias mais tristes que me lembro e a Nucha fez algo que eu achei extraordinário, começou a lamber-me as lágrimas que me iam caindo, a dar-me turrinhas com a cabeça, quase abraçada a mim e não saiu por nada. Ficou com o pêlo encharcado (os gatos odeiam ter o pêlo molhado) e não se mexeu um milímetro, deixou-se ficar, com a carinha encostada à minha e a ronronar, a consolar-me num momento duro.




Nesta foto podem ver parte desse momento (foi o meu pai que tirou e não eu não pedi para ele tirar para vir para aqui lamentar-me e usar isso para atrair leitores, ele tirou porque foi de facto um momento extraordinário e comovente).  Foi um momento em que eu senti o amor que este pequeno bixinho emana, o amor que ela sente por mim.

A minha gata, com o seu mau feitio, consegue ser um poço comovente de carinho, impossível de encontrar na maioria dos seres humanos.
Assim como ela são todos os gatos e animais que são tratados com o respeito que merecem.
Os gatos são animais extraordinários, carinhosos, fieis, companheiros, e que nos amam incondicionalmente. Quem pensar o contrário não pertence aqui.

"Se querem julgar, julguem quem está ao vosso nível, não quem vos é superior" 

XoXo
Melody 
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A Menina que Sonhava Conquistar o Mundo



Olá Bunnies!!!

Para mim, o mês de Janeiro não traz apenas um novo ano, traz também o meu aniversário e literalmente um novo ano.
Este já é o 26º que passo pelo planeta terra e fico sempre um pouco deprimida nesta altura, não sei bem porquê, penso que seja por sentir que a vida fica cada vez mais curta para conseguir fazer tudo o que quero....e acreditem, é mesmo muita coisa.
Acho que no fundo, também, nunca quis crescer, por mim ainda hoje era a mesma menininha traquina de sorriso fácil que subia a telhados e era chamada de maria rapaz pela avó, sempre com os joelhos esfolados, a tomar o seu leite com chocolate e pão com manteiga feitos pelo pai, a caçar insectos, a adoptar animais que não me pertenciam, sempre a imaginar mundos incríveis que cabiam dentro do meu jardim.
Uma coisa nunca mudou. Sempre tive sonhos.




Nasci com uma imaginação que se provou demasiado grande para o mundo onde vivia, tinha sempre que chegar mais longe, sonhar mais alto ou não conseguia sentir-me viva....e ainda hoje assim é.
Quando era pequena sonhava em ser veterinária, ou cientista, sempre adorei animais, insectos, perceber como a vida deles era em comparação com a minha, o que comiam, quando dormiam, podiam viver com outros animais diferentes?
E um dia decidi que ficar num consultório a dar consultas a bixinhos, a vê-los morrer muitas vezes, não era para mim, não, para mim tinha que ser ainda mais alto, tinha que ir para onde os animais viviam livremente, gravar tudo o que eles faziam, estar perto deles, de animais que eu nunca tinha visto a não ser em zoos ou na televisão.
Penso que foi nessa altura que decidi tornar-me jornalista. Queria trabalhar na BBC e viajar pelo mundo a fazer documentários da vida selvagem.
Muita gente que me acompanhou na minha vida, nunca percebeu como passei de veterinária para jornalista, mas foi exactamente assim, não foi uma troca tão despropositada como muitos pensam...
O facto de gostar de escrever também começou a ter grande influência nas decisões que tomava. Sempre fui apaixonada pela escrita, porque sempre fui apaixonada por criar, e escrever é poder criar mundos que vão além do nosso, é poder conhecer pessoas que nunca conheceríamos de outra forma, e é esta paixão que se mantém até hoje em mim.
Eu sei, desde os meus 14 anos de idade, que o meu maior sonho, aquele que tornaria a minha vida completa é ser escritora. Apesar de muita gente pensar que eu ambiciono uma vida de glamour com festas, roupas de designer, montanhas de maquilhagem, fotografias, brilho, etc....na verdade a vida que mais ambiciono é uma casa de campo com um bonito jardim, quem sabe até um alpendre com aqueles sofás de baloiço (sempre quis um desde que vi um ao vivo quando tinha 4 anos), gatos, e escrever, saber que a minha vida, aquilo que me sustenta no mundo é a minha imaginação....isso será a perfeição para mim.



Tinha também 14 anos quando decidi que não ia viver em Portugal para sempre, nessa altura as pessoas achavam que eu era maluca, era censurada por não demonstrar amor à bandeira e ao país que me viu nascer. A questão não era essa, não era não gostar de Portugal, era saber que, eventualmente, Portugal tornar-se-ia demasiado pequeno para mim, mas....Com 14 anos, ninguém pensa em sair do país, só a louca da Gabriela que pintou o cabelo de loiro para ficar igual à Buffy.
Na verdade, houve momentos em que me senti mais ligada a Portugal, mas no fundo sempre soube que não era aqui que se desenrolaria o meu futuro e esse desejo pequenino nunca me abandonou por completo.
Curiosamente, hoje, 12 anos depois, estou a preparar tudo para seguir esse sonho de pequenina, e estou assustada. Ahahaha
Acho que nunca pensei que ficaria tão assustada em seguir um sonho meu, ainda por cima um tão antigo, mas a verdade é que, como fui percebendo ao longo destes anos, as melhores decisões que podemos tomar começam sempre com medo, porque implicam mudança (às vezes uma bem radical) e mudar assusta-nos sempre.
A capacidade de vencer esse medo e ver o que está mais além é o que nos leva longe no caminho que queremos seguir.
Neste momento não posso ter certezas de nada, não sei onde me vai levar esta minha aventura, nem que caminhos vou ter que percorrer, mas de uma coisa estou certa, sei exactamente onde quero chegar, e isso vai ter que bastar por agora. Às vezes é mesmo isso "a esperança é a última a morrer" e é por isso que sempre defendi que nos devíamos agarrar a ela, no fundo, sonhos são isso mesmo, as maiores esperanças que temos.
Apesar de assustada, inicio esta etapa de bem com o mundo, foi a única condição que impus a mim própria, para avançar tinha que ter paz interior.
Durante muito tempo (e isso dava um outro post gigante) debati-me com os meus"demónios" interiores, errei, sentia-me culpada de ter errado, outros magoaram-me e fiquei ressentida com eles por isso.
Eventualmente, percebi que não nos podemos culpar para sempre, que errar faz parte do que somos como seres humanos, e que, se aprender-mos algo com os nossos erros, então não faz mal dizer "eu perdoo-me" e seguir em frente sem olhar para trás.
Com os outros é um pouco assim também. Aprendi que na nossa vida vamos sempre cruzar-nos com outras pessoas que não controla-mos, e essas pessoas vão-nos magoar eventualmente, muitas vezes não vão saber pedir desculpa, muitas vezes não vão sequer saber assumir que erraram. Mas, se procura-mos paz interior é nossa obrigação perdoar no nosso coração quem um dia nos feriu, apagar as mágoas que ficaram pois essas, como os nossos erros, estão no passado e são apenas ecos do que um dia foi, e só nos atingem se nós assim permitir-mos.
Por isso hoje sinto-me em paz, sei que provavelmente muitos mais obstáculos aparecerão, é impossível não aparecerem, mas também muitos momentos bons virão juntos.
A vida é assim mesmo.
Ontem a menina de 6 anos que sonhava com castelos encantados e selvas misteriosas, hoje a menina-mulher de 26 que sonha com novos destinos, novas pessoas, um novo futuro.


No fundo somos a mesma, os sonhos continuam lá, a forma de os atingir é que se tornou diferente.



XoXo
Melody  
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Se tu soubesses...




Se tu soubesses que aqueles pequenos momentos são os que me fazem apaixonar-me por ti todos os dias...

Se tu soubesses como sinto falta do teu riso fácil, da forma como os teus olhos brilhavam quando falavas das tuas ideias malucas, de como eras desajeitado tal como eu, de como me conseguias irritar mais por nunca te irritares, do teu cabelo, dos teus olhos, da forma como gostavas de mim.

Nestes dias de Outono lembro-me de muita coisa. Dos nossos passeios na baixa a descobrir lojas escondidas cheias de pequenas maravilhas; das nossas idas ao cinema sem com o maior balde de pipocas que existia; das tardes passadas a comer pizza com batatas fritas enquanto via-mos séries impingidas por mim; dos passeios no shopping e como te irritavas em ver certas lojas comigo, mas nunca saías do meu lado; das músicas que querias a toda a força que ouvisse mesmo sabendo que não ia gostar, dos pequenos almoços preparados por ti com todo o carinho...

Sinto falta da forma como tornavas todos os momentos especiais, mesmo os mais insignificantes, só por seres tu mesmo, essa pessoa incrível que sempre me fez sorrir.

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O Arrastar do Tempo....





Olá Bunnies, 


Os dias há muito se tinham começado a arrastar, aquele número infindável de horas onde se deseja a hora de fechar os olhos para depois acordar para mais um sem número de minutos.

Agora comecei a temer as noites....as noites que sempre foram a minha altura preferida...as noites que me traziam inspiração e conforto...as noites pelas quais ansiava todo o dia....agora tornaram-se no meu quase inferno pessoal.

À noite sinto-me vazia, sozinha, fico horas à espera de algo que nunca chega.
Depois temo dormir, os pesadelos são constantes e acordar começou a ser um alívio.

À noite vagueio pela casa em silêncio e é quando parece que as memórias e os sentimentos falam mais alto. Tenho vontade de fazer algo, o quê não sei, mas fazer algo que me tire desse transe, algo que me ilumine, algo que me faça feliz...

As noites são agora o meu pior inimigo, desafiam toda a força e paz interior que construo durante o dia. À noite sinto que tudo foi em vão, que tudo que tentei alcançar foi desperdiçado e tenho que começar de novo no dia seguinte...

XoXo
Melody 
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Bloggar ou Ser Blogger




Olá Bunnies!!!

Hoje trago um post no qual pensei muito antes de fazer porque sei que pode ir contra muitos bloggers e alguns deles de quem gosto muito. Após muito pensar e debater sei que tenho que pôr isto em palavras.
Muitas pessoas vão dizer que é má língua, inveja, falta de caracter, mas no fundo é a minha opinião e como isto é O MEU BLOG posso falar do que quiser!!!

Neste post não me estou a referir a ninguém em particular, apenas ao panorama geral do que observo. Saibam disso.

Quando comecei a bloggar comecei com a mesma filosofia que ainda tenho hoje passados tantos anos: Criar um espaço onde partilho conhecimentos e gostos pessoais com pessoas com os mesmos gostos que eu. Como uma rede para interagir com pessoas como eu ou pessoas que me podem ensinar e também aprender comigo. ISTO  é o que é para mim ser blogger...

Infelizmente já pouco existe esse conceito.

O capitalismo, a ganância e o desejo de popularidade tomaram conta de muitas pessoas que têm blogs.
Hoje em dia é difícil encontrar um blog com conteúdos interessantes, com pessoas que se dedicam a criar posts com todos os detalhes para o público que os segue.
Hoje temos posts de produtos recebidos, publicidade a marcas que patrocinam, sorteios, e coment ários apenas com links para serem seguidos de volta.

Eu já fiz sorteios, já fiz publicidade à minha página, mas o meu objectivo não é ganhar gostos só porque sim é conseguir mostrar a mais pessoas o meu trabalho. (aliás se vocês procurarem pela minha página no Facebook ou aqui poucos são os posts de sorteios e 0 são os posts promocionais, e se um dia os tiver será de uma marca que eu goste mesmo e na qual acredite!)

Eu já disse anteriormente, mas quando eu comento posts e vídeos eu leio e vejo-os até ao fim! Não faço comentários para ganhar mais comentários, acho isso uma falta de respeito para quem se esforça para fazer algo decente para um público.

Nos meus posts se existirem erros ortográficos foi por distracção, não escrevo com abreviaturas, raramente publico fotos sem edição, isto porque quero qualidade no que posto aqui e nas outras redes sociais, não procuro apenas quantidade e visualizações vazias de quem nem viu um segundo do meu vídeo.
Quando recebo comentários em me pedem apenas para seguir um outro blog ou youtube eu ignoro porque se a pessoa só se deu ao trabalho de comentar para obter algo e não conseguiu tirar 5 minutos para ver o meu trabalho, então não quero estar ligada a essa pessoa, é a chamada blogger egocêntrica e egoísta.


Depois há os bloggers que têm o rei na barriga. Que por terem implorado a marcas por parcerias e terem feito 1000 sorteios para ter gostos acham que são de alguma forma VIPs e tratam os bloggers com menos seguidores como se não valessem nada, como se fossem da ralé.  Na minha opinião o número de seguidores nem sempre define a qualidade do blog, e há muitos bloggers com menos seguidores e com trabalhos muito mais cuidados e interessantes que os "populares".
O problema para mim e nunca julgando quem tem muitos seguidores, é apenas a maioria destes bloggers juntarem-se na sua elite e acharem que podem tratar os outros como querem porque são "populares".
Meninas e meninos acordem. Vocês são pessoas normais como eu e qualquer um dos vossos seguidores, não são deuses e a falta de humildade torna-vos muito pobres de espírito e tira-me toda a vontade de ler os vossos blogs.

Eu sou muito genuína, o máximo que consigo ser, tento oferecer respeito e carinho a quem me aborda. Posso ter poucos seguidores, mas sei que os que tenho gostam do que eu faço e apoiam-me incondicionalmente e isso é que é gratificante para mim, mais do que receber freebies, mais do que ser popular, é ser reconhecida pelo meu trabalho.

Agora, e por último falando de marcas e parcerias.
Como é de conhecimento geral eu estudei Marketing e já trabalhei na área, por isso eu sei que as marcas querem pura e simplesmente a maior publicidade que conseguirem atingir, ou seja, mais seguidores = mais publicidade = mais dinheiro.
No entanto acho que muitas marcas pecam ao fazer parcerias com alguns bloggers pois apenas se focam no número de seguidores, e não tentam perceber se aquela pessoa é realmente alguém que vai representar bem a marca, e por isso existem bloggers a receber freebies e a serem convidados para eventos de marcas que os mesmos nunca consomem no seu dia a dia e a sua publicidade vai ser "recebi este produto e adorei". Isto tem relevância? Quantas pessoas vão comprar aquele produto por aqueles posts sem conteúdo e sem emoção? Para este método ser eficaz a pessoa tem que ser verdadeiramente apaixonada pela marca e mostrar esse entusiasmo na forma como publicita o produto, porque isso sim leva os seguidores a também quererem aquilo.


Portanto é isto, post longo, mas pensado. Sei que vai provavelmente atingir algumas pessoas, mas como disse no início não me estou a referir a ninguém em particular, apenas a um conjunto de situações que vou observando pontualmente. Apenas sinto cada vez mais que há quem blogue e há quem se intitule de Blogger. E é uma grande diferença.

Finalizando, eu adoro ser blogger, adoro sentar-me e criar posts ou vídeos para vocês, mesmo que fosse só uma pessoa eu ia adorar na mesma. E também há bloggers incríveis que já tive o prazer de conhecer pessoalmente e outras que quero conhecer e que fazem posts bons, com conteúdo e que são pessoas humildes e acessíveis, nunca se gabando ou exibindo. Dessas pessoas eu gosto e também gosto de vocês que perdem o vosso tempo para ler estes posts enormes.

Mando um beijinho para todos

XoXo
Melody
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Carta Para Ti




Um dia tinha-mos tudo, uma vida, gargalhadas, passeios, sonhos, desejos, projectos...e um ao outro.
Um dia tudo acabou.
Nunca me vou esquecer que foi por minha causa que aconteceu, porque é algo que não consigo perdoar a mim mesma.
Um dia achei-me incapaz de amar, achei que nunca te podia devolver aquilo que me davas tão espontaneamente, desisti de nós por ti, porque sabia que mais tarde ou mais cedo os nossos sonhos teriam que acabar....hoje sei que me enganei.
Eu amei-te sim, durante todo o tempo que estivemos juntos e muito depois disso também, mas às vezes só à distância de alguns anos conseguimos perceber um sentimento para mim tão complexo e para ti tão simples.
Sei-o hoje porque percebo que não há ninguém que preencha da forma que preenchias, ninguém que ria da mesma forma que rias, ninguém com quem eu fosse tão eu.
No dia em que foste embora eu sabia que podia estar contigo, sabia que embarcavas para um dos nossos sonhos em conjunto (o maior talvez) só que eu fiquei.
Desde esse dia que o vazio dentro de mim é demasiado grande para descrever.
Os dias são sequências intermináveis de horas e pessoas, mas falta sempre algo, faltas sempre tu.
Hoje vi o nosso banco à distância...tu sabes qual é...nunca tive coragem de me voltar a lá sentar com mais ninguém....era o nosso banco... gostava de poder voltar atrás de agarrar esses momentos uma vez mais, mas eram só lembranças e as lembranças sentem-se, mas não se podem agarrar.
Tento replicar momentos, criar lembranças novas, mas as tuas permanecem sempre. E sei que vai haver sempre um lugar para ti no meu coração, estejas a que distância estiveres, mas ao mesmo tempo sei que tens que ser feliz.
Tu esperaste por mim e eu não fui.
Viver num mundo povoado pelas nossas lembranças é demasiado difícil para mim, e há sempre aqueles dias que me lembro de alguma coisa para te contar, para te mostrar, e sei que não posso simplesmente pegar no telemóvel e falar contigo...então ficam as histórias por contar, as coisas por mostrar, as alegrias por partilhar...
Fazes-me falta e acho que vais fazer sempre, gostava que tudo tivesse sido diferente, gostava de ter pedido desculpa, gostava de nunca ter motivos para o fazer...no fundo gostava que o tempo não se tivesse esgotado entre nós.
Hoje só te quero dizer que tudo o que sou é incompleto sem ti e que gostava de te abraçar uma vez mais  , só por mais alguns minutos, como naquele último dia.

Desculpa por tudo.
Sempre te amei muito mesmo quando não o percebi.
Fazes-me falta.


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The Emptiness Inside Me



De há muito tempo para cá que me sinto um pouco desconectada. 
Desconectada das pessoas....desconectada de acontecimentos....desconectada do mundo. 
Isso faz-me pensar como e porquê tenho esse sentimento de total desligamento do que me rodeia, e nos últimos tempos tenho chegado perto de algumas conclusões. 
As pessoas, nomeadamente pessoas com me cruzei, mas também algumas que só conheci por histórias de outros, são a principal razão para me sentir assim. 
Um dia um professor disse-me "O ser humano é um ser egoísta, e nenhum acto que faz é por puro altruísmo, até mesmo caridade as pessoas fazem para se sentir melhor consigo próprias, para terem aquele sentimento de que fizeram algo bem". 
Para mim tal afirmação sempre fez todo o sentido e nunca me preocupou porque é de facto assim que funciona o mundo...o que realmente me preocupa são as pessoas que tão absorvidas em si próprias não se contentam em tentar ser felizes, para o serem precisam de alguma forma fazer com que alguém não o seja. Quase como se a felicidade fosse uma única peça que só uma pessoa pode ter e para a ter os outros terão que ser infelizes. 
Recentemente o destino quis que me cruzasse com pessoas totalmente desprovidas do que seria um senso de empatia e amabilidade para com o outro. Uma delas, era um ser egoísta sem escrúpulos e que não olhava a meios para satisfazer as suas necessidades, mesmo que isso significasse passar por cima de pessoas que alegadamente "amava". A outra um ser altamente egocêntrico que para sorrir tinha que humilhar e rebaixar as pessoas à sua volta, que se colocou num pedestal construído com lágrimas das pessoas que o rodeavam. 
Estas duas pessoas marcaram-me à sua maneira. Não passo horas a pensar nelas, há até sequências de dias que nem me lembro que existem, mas sei que a marca de maldade delas ficou. 
No entanto, e enquanto ironicamente me debato com as consequências que a passagem dessas pessoas trouxe para a minha vida, essas mesmas pessoas continuam a sorrir, a viver a sua vida, nunca sentindo remorsos, nunca olhando para trás, procurando novas "vítimas" e, acima de tudo, nunca sendo verdadeiramente penalizadas pelo rasto de destruição emocional que deixam atrás de si. 
É nisto que o mundo me soa injusto. Eu não pedi para me cruzar com essas pessoas e nada fiz para que elas aplicassem a sua maldade em mim, no entanto aqui estou eu a sofrer as consequências dos actos de outras pessoas que nunca sequer sentiram o que fazem os outros sentir. 
A sociedade ensina-nos a ser passivos, a não criar problemas, mas o mundo, por sua vez, ensina-nos que se não nos defender-mos vamos acabar por ser sempre as vítimas. 
Viver no silêncio, no medo, na angústia que alguém criou para nós não é a forma como eu gosto de viver a minha vida, por isso desliguei-me. É entre isso e um confronto. E se há dias que a segunda opção me parece irresistível, outros há em que simplesmente me pergunto se valeria a pena, se esses seres podem realmente ser atingidos de alguma forma, porque se eles tratam seres humanos como lixo, haverá ainda alguma humanidade dentro deles próprios? 


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Don't Be Afraid To Walk Alone



Sempre nos ensinaram que estar rodeados de pessoas era o certo, que estar sozinho era mau e nunca deveríamos aspirar aos meandros da solidão...depois as pessoas simplesmente vão embora.
Uns deixam-nos para seguir outro caminho, outros o tempo acaba por levar e um dia damos por nós no lugar proibido e temido por muitos.
Estar sozinho...
Estar sozinho não é mau, a vida acaba por nos ensinar que às vezes temos que estar sozinhos, que nem sempre podemos ter alguém para nos preencher...e isso não é mau...
Acabamos por perceber que estar sozinho mais do que uma consequência é uma necessidade, habituamo-nos a esse estatuto, percebemos que nem todos os momentos são apropriados para deixar alguém entrar, nem todas as pessoas que passam por nós são para ser incluídas na nossa vida... e isso não e errado.
As pessoas vão embora. É o ciclo natural do mundo, e é nessa altura que devemos olhar para nós e perceber se estamos realmente sozinhos, perceber como a nossa companhia nos pode alegrar, nos pode completar, perceber que nem sempre precisamos de outra pessoa para estarmos realizados, perceber que nem todos os momentos são para ser partilhados e que às vezes é melhor abanar a cabeça sorrir e não aceitar caminhar ao lado de outra pessoa...porque há batalhas que foram feitas para um só lutador.


XoXo
Melody

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Fresh Start

Olá Bunnies!!!


Quando se fala em Fresh Starts ou em novos começos imagina-mos sempre um sol radiante, um sorriso nos lábios e até uma musiquinha animada para acompanhar a nossa nova jornada....Nem sempre é assim....aliás, na grande maioria dos casos um novo começo não começa de forma alegre e descontraída antes pelo contrário.

Um novo começo é muitas vezes sinónimo de uma dor interna tão insuportável que somos mesmo obrigados a seguir em frente caso contrário o nosso coração parece ir explodir a qualquer momento.

Hoje é um novo começo para mim. Não vou mudar de penteado. Não vou fazer algo radical e impensável. Vou apenas viver o meu dia normal, rodeada de pessoas alheias ao tumulto que me assombra.

Hoje corto laços preciosos para mim, laços que percebi que durante tempo demais mantive sozinha, que já haviam sido cortados há muito.

Hoje não vou chorar, hoje não vou relembrar, hoje vou apenas ficar aqui. Respirar. É o máximo que consigo fazer.

Hoje tá sol, hoje já sorri, hoje já deu música alegre...e hoje é um novo começo... mas nada disso o torna menos doloroso nem menos definitivo.

Hoje é um novo começo, mas não fui eu que o pedi, é um novo começo porque a vida às vezes obriga-nos a começar de novo, mesmo que gostássemos do que estava antes, somos obrigados a voltar à casa da partida.


Hoje é um novo começo, mas tem sabor a fim e a derrota.



XoXo
Melody  
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O Fechar dos Ciclos Infinitos

Olá Bunnies...

Este é mais um daqueles posts em jeito de diário / desabafo porque é também para isso que serve um blog...



Hoje uma determinada loja fechou num determinado shopping de uma determinada cidade. Não preciso de dar nomes a estes "determinados" porque há pormenores que gosto de guardar para mim. A questão é que essa loja (e seu consequente fecho) representa de uma forma estranha um ciclo da minha vida em conjunto com outra pessoa.
Quando conheci essa pessoa lembro-me de um dos primeiros elos de ligação entre nós ser essa loja, porque era uma das minhas lojas preferidas e porque ficava na cidade dessa pessoa.
E tudo se processou sempre com essa loja como pano de fundo, não sei explicar porquê, mas sentia que essa era a nossa loja.
A pessoa partiu muito antes da loja fechar, mas hoje ao ver o anuncio do fecho magoou-me porque é quase como se aquele pedacinho nosso tivesse desaparecido.
Já pouco resta que me ligue a essa pessoa, já não lhe posso falar, já não a posso ver e por algum motivo estranho, que eu não tinha identificado até agora, essa loja mantinha um elo.
É ridículo! Ninguém mantém elos através de lojas. No entanto mantemos elos através de memórias. E quanto mais físicas e palpáveis forem essas memórias, mais forte se torna o elo...e o nosso elo era essa loja...um espaço que era apenas nosso e onde sempre me iria lembrar de ti.
É que a ausência de alguém não permite criar novas memórias. Não podemos criar memórias em conjunto quando estamos sozinhos. As memórias vão-se apagando...
Ontem antes de dormir pensei em trabalho...minutos depois, já depois de ter meio que adormecido, acordei sobressaltada como quem se esquece de algo muito importante...não tinha pensado em ti. Arrisco dizer que foi a primeira vez em meses.
E hoje a nossa loja fechou.
Isto porque o tempo nunca pára e quando nós nos forçamos a parar, a esperar, a tentar não deixar fugir as memórias, o tempo vai acabar por nos forçar a seguir em frente...

XoXo
Melody
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E Há 25 Anos uma Bunny Nasceu...

Olá Bunnies!!!

Pois é hoje atingi o meu marco de 1/4 de século e estou muito feliz por poder partilhar este dia também com vocês que me lêem :)

Quase em jeito de resoluções para o meu ano com 25 anos aqui ficam algumas coisas que pretendo fazer, outras nem por isso, e outras não pretendo fazer de todo xD



Terminar o meu livro; Perder o medo de rotundas; Conseguir parar de comer batatas fritas (em especial à noite); Parar de comprar blocos, cadernos, agendas, etc; Conseguir correr mais de 10 minutos na passadeira; Voltar a Londres; Conhecer Oxford; Comprar a minha máquina fotográfica; Gastar mais dinheiro em experiências em vez de em coisas materiais; Ler mais; Finalmente descobrir onde fica o Jardim Botânico do Porto; Comprar o meu 1ª batom da MAC; Perceber como funciona o Google Plus; Aprender uma nova receita; Fazer uma a minha primeira tatoo (sítio e desenho ainda a escolher, de preferência um sítio não visível pelos meus pais…); Comprar mais calças; Comprar menos vestidos; Tirar umas férias de Inverno; Ser mais romântica; Ser menos estabalhoada; Ver mais teatro; Plantar uma árvore (parece-me a idade ideal para o fazer); Usar mais anti-rugas; Comer menos em frente a homens (isto se quiser arranjar um possível noivo antes dos 30); Ir mais à Pizza Hut; Tentar, pela milésima vez, acabar de ver "E Tudo o Vento Levou" (já só me faltam 10 horas); Incentivar uma certa pessoa a parar de dizer "Lapes" e começar a dizer "Lápis" (trabalho solidário); Visitar mais casas assombradas; Continuar a ser muito e ainda mais feliz!!! 


Obrigada por todo o carinho Bunnies!!! Venham mais 25!!!!

XoXo
Melody

Melody Moon

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