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E Depois Chegou um Tempo...

foto: Marko Popadic


Olá Bunnies...

....e depois chegou um tempo em que as pessoas me encheram as medidas, mas no mau sentido, quando as medidas estão cheias e já não dá para aceitar mais maldade, egoísmo, má educação, arrogância.......................
Chegou um tempo em que pessoas já não eram humanas, em que sorrisos já não eram tão límpidos, em que promessas eram vazias e em que boas intenções afinal não eram tão boas.
Chegou um tempo em que se comprovou que todo o ser humano é egoísta à sua forma, com as suas pequenas vitórias, em que atropelar outros seres humanos deixou de ser condenado e sim ambicionado...
Chegou um tempo em que até a mais pia das almas é corruptível, em que a confiança passou a ser irregular, apenas assegurada a quem oferecer mais....chegou um tempo em que olhar por cima do ombro passou a ser um gesto obrigatório para se circular pelas estradas do nosso destino...
Chegou um tempo em que amizades não se formavam apenas porque duas pessoas gostavam da companhia uma da outra, mas sim porque algures no fundo de uma dessas pessoas existia algo que queria da outra, algo que não era material, algo como o seu tempo, a sua paciência, a sua capacidade para escutar, a sua bondade...algo que não iriam retribuir, que nunca consideraram sequer ser possível de retribuir...
Chegou um tempo em que as promessas de amor, os toques, os olhares, os beijos, os planos, tornaram-se apenas coisas convenientes, algo que só quando dava jeito poderia existir, algo que deixou de ser sentido, algo que passou a ser calculado...chegou um tempo em que o "para o bem e para o mal" apenas poderia funcionar se a outra pessoa estivesse apenas bem, em que o para o mal passou a ser desconfortável, absurdo e até mesmo chato...em que não havia problema deixar a outra pessoa nos seus piores momentos se isso lhes garantisse uma vida sem aborrecimentos...
 E então chegou um tempo em que o mundo era um lugar vazio, sem cor, sem sorrisos, sem alegrias, sem sonhos, em que qualquer tentativa para alcançar os tempos que foram era friamente destruídas, em que o futuro se tornou cinzento, incerto e assustador....
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The Emptiness Inside Me



De há muito tempo para cá que me sinto um pouco desconectada. 
Desconectada das pessoas....desconectada de acontecimentos....desconectada do mundo. 
Isso faz-me pensar como e porquê tenho esse sentimento de total desligamento do que me rodeia, e nos últimos tempos tenho chegado perto de algumas conclusões. 
As pessoas, nomeadamente pessoas com me cruzei, mas também algumas que só conheci por histórias de outros, são a principal razão para me sentir assim. 
Um dia um professor disse-me "O ser humano é um ser egoísta, e nenhum acto que faz é por puro altruísmo, até mesmo caridade as pessoas fazem para se sentir melhor consigo próprias, para terem aquele sentimento de que fizeram algo bem". 
Para mim tal afirmação sempre fez todo o sentido e nunca me preocupou porque é de facto assim que funciona o mundo...o que realmente me preocupa são as pessoas que tão absorvidas em si próprias não se contentam em tentar ser felizes, para o serem precisam de alguma forma fazer com que alguém não o seja. Quase como se a felicidade fosse uma única peça que só uma pessoa pode ter e para a ter os outros terão que ser infelizes. 
Recentemente o destino quis que me cruzasse com pessoas totalmente desprovidas do que seria um senso de empatia e amabilidade para com o outro. Uma delas, era um ser egoísta sem escrúpulos e que não olhava a meios para satisfazer as suas necessidades, mesmo que isso significasse passar por cima de pessoas que alegadamente "amava". A outra um ser altamente egocêntrico que para sorrir tinha que humilhar e rebaixar as pessoas à sua volta, que se colocou num pedestal construído com lágrimas das pessoas que o rodeavam. 
Estas duas pessoas marcaram-me à sua maneira. Não passo horas a pensar nelas, há até sequências de dias que nem me lembro que existem, mas sei que a marca de maldade delas ficou. 
No entanto, e enquanto ironicamente me debato com as consequências que a passagem dessas pessoas trouxe para a minha vida, essas mesmas pessoas continuam a sorrir, a viver a sua vida, nunca sentindo remorsos, nunca olhando para trás, procurando novas "vítimas" e, acima de tudo, nunca sendo verdadeiramente penalizadas pelo rasto de destruição emocional que deixam atrás de si. 
É nisto que o mundo me soa injusto. Eu não pedi para me cruzar com essas pessoas e nada fiz para que elas aplicassem a sua maldade em mim, no entanto aqui estou eu a sofrer as consequências dos actos de outras pessoas que nunca sequer sentiram o que fazem os outros sentir. 
A sociedade ensina-nos a ser passivos, a não criar problemas, mas o mundo, por sua vez, ensina-nos que se não nos defender-mos vamos acabar por ser sempre as vítimas. 
Viver no silêncio, no medo, na angústia que alguém criou para nós não é a forma como eu gosto de viver a minha vida, por isso desliguei-me. É entre isso e um confronto. E se há dias que a segunda opção me parece irresistível, outros há em que simplesmente me pergunto se valeria a pena, se esses seres podem realmente ser atingidos de alguma forma, porque se eles tratam seres humanos como lixo, haverá ainda alguma humanidade dentro deles próprios? 


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Don't Be Afraid To Walk Alone



Sempre nos ensinaram que estar rodeados de pessoas era o certo, que estar sozinho era mau e nunca deveríamos aspirar aos meandros da solidão...depois as pessoas simplesmente vão embora.
Uns deixam-nos para seguir outro caminho, outros o tempo acaba por levar e um dia damos por nós no lugar proibido e temido por muitos.
Estar sozinho...
Estar sozinho não é mau, a vida acaba por nos ensinar que às vezes temos que estar sozinhos, que nem sempre podemos ter alguém para nos preencher...e isso não é mau...
Acabamos por perceber que estar sozinho mais do que uma consequência é uma necessidade, habituamo-nos a esse estatuto, percebemos que nem todos os momentos são apropriados para deixar alguém entrar, nem todas as pessoas que passam por nós são para ser incluídas na nossa vida... e isso não e errado.
As pessoas vão embora. É o ciclo natural do mundo, e é nessa altura que devemos olhar para nós e perceber se estamos realmente sozinhos, perceber como a nossa companhia nos pode alegrar, nos pode completar, perceber que nem sempre precisamos de outra pessoa para estarmos realizados, perceber que nem todos os momentos são para ser partilhados e que às vezes é melhor abanar a cabeça sorrir e não aceitar caminhar ao lado de outra pessoa...porque há batalhas que foram feitas para um só lutador.


XoXo
Melody

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O Ano Que se Acaba...

Olá Bunnies...

Não sei se acontece com mais alguém, mas o Ano Novo para mim é uma época agridoce.
Por um lado a festa familiar ainda em rescaldo do Natal deixa-me sempre feliz, aquele sentimento que nos aquece o coração. Por outro, é o fim de algo e os fins (apesar de nem sempre serem necessariamente maus) são algo mortalmente definitivo.
Por norma não gosto de fins, por pior que tenha sido o ano gostava sempre de ter mais um dia, mais uma hora, nem que fosse apenas para remediar o que não consegui no resto do ano, mas, como li num livro da minha Kate, "o tempo e os comboios não esperam por ninguém". Por pior que tenha sido o ano, por mais erros que tenhamos cometido, por mais oportunidades que tenham passado, por mais sonhos que tenham ficado por concretizar...o ano vai acabar...
Isto deixa-me, de certa forma, melancólica, com um certo sentimento de perda.

2013 não foi um bom ano para mim...de todos os momentos consigo apenas lembrar-me de um que foi relevantemente bom e de vários tragicamente maus, no entanto, não me queria despedir já deste ano. Talvez seja uma certa habituação, afinal são 365 dias, o ano torna-se algo que nos é familiar e o novo ano representa o desconhecido, as infinitas hipóteses e situações ainda por revelar...Deixa-me ansiosa...

De qualquer forma, e em jeito de tradição, este ano não tenho muitas resoluções importantes, tenho apenas aquelas que toda a gente pede e poucos cumprem (fazer dieta, fazer mais exercício, ser mais dedicado, etc).
Na verdade o que realmente quero para 2014 é estabilidade. Quero manter a minha vida calma, junto do que me é familiar. Para algumas pessoas pode parecer pouco ambicioso, quase cobarde, mas é o que desejo - o conforto do que me é conhecido.

A todos vocês que me seguem desejo que os vossos sonhos se tornem realidade neste novo ano mesmo que eles sejam pequeninos como o meu...afinal sonho é sonho!



Feliz 2014 Bunnies!!! 
Sejam muito felizes!!!

XoXo
Melody

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